06/07/2014

A verdade sobre a doutrina do pecado original

DOUTRINA HISTÓRICA DO PECADO

O que é pecado? I João 3.4

“A única definição de pecado na Palavra de Deus nos é dada em I João 3:4: ‘Pecado é o quebrantamento da Lei’.” Nossa Alta vocação, p.139.

“Cada pecado é uma quebra do que Jesus chamou de o primeiro e grande mandamento, não apenas o fracasso de amar

a Deus com todo o nosso ser, mas também a recusa ativa de reconhecê-lo e obedecer-lhe como o nosso Criador e Senhor.” John Stott.

Uma vez que tenhamos visto que cada pecado que cometemos é uma expressão (em diferentes graus de autoconsciência) desse espírito de revolta contra Deus,

Como age o pecado?
1. Como ato concreto. Mateus 5:27.
2. Como ato potencial. Mateus 5:28.

Pecado original

Na teologia católica como protestante, e inclusive no adventismo, se tornou clássica a sentença “pecado original.” De acordo com esta linha de pensamento o pecado original no significa a eleição de pecar que fez Adão. Significa o estado em que nascemos devido ao pecado de Adão. Esta definição tem várias nuanças:
“Somos culpáveis porque temos herdado o pecado de Adão.”
“Somos culpáveis pelo de termos nascido dentro de uma raça caída.”
“Somos pecadores porque se nos imputa o pecado de Adão.”
“Somos pecadores porque nascemos em um estado de separação de Deus, e essa separação é a nossa culpa.”

O pecado original segundo Agostinho

Agostinho ensinou que “o pecador somente pode querer o pecado. Antes da queda tínhamos liberdade para pecar e para não pecar. Mas depois da queda e antes da redenção a única liberdade que nos resta é a de pecar.

Agostinho explicou que o pecado original é hereditário.

Agostinho ainda argumentou que “o pecado original não é voluntário, mas procede da vontade do primeiro homem. Foi introduzido pela má vontade de Adão. Está em nós por causa da unidade do gênero humano. Em virtude desta unidade todos incorremos no pecado de Adão. Condenado Adão, todos fomos condenados. Essa condição histórica, explica no homem sua tendência ao mal.”

O pecado original na tese de Tomás de Aquino

De acordo com Tomás de Aquino, “todos herdamos o pecado original.”

“Assim como, pela desobediência de um só homem, muitos foram constituídos pecadores, também pela obediência de um só, muitos serão constituídos justos” (Rom. 5:19). Em sua Summa Theologica, Tomás de Aquino vê na unidade originária de todos os homens com Adão o mais importante elemento para compreender o pecado original: “Todos os homens, nascidos de Adão, podem ser considerados como um único ser enquanto estão reunidos na natureza que receberam do progenitor” (Summa Theologica).

O pecado original e o Concílio de Trento – Sessão V (1545 – 1563)

Nascemos todos no pecado, e a transmissão dá-se «por descendência, não por imitação» Concílio de Trento.790. 3.

Se alguém afirmar que esse pecado de Adão – que é um pela origem e transmitido pela propagação e não pela imitação, mas que é próprio de cada um -789. 2.

Se alguém afirmar que a prevaricação de Adão prejudicou a ele só e não à sua descendência; e que a santidade e justiça recebidas de Deus, e por ele perdidas, as perdeu só para si e não também para nós; ou [disser] que, manchado ele pelo pecado de desobediência, transmitiu a todo o gênero humano somente a morte e as penas do corpo, não porém o mesmo pecado, que é a morte da alma – seja excomungado, porque contradiz o Apóstolo que diz: Por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte e assim a morte passou para todos os homens, no qual todos pecaram. (Rom 5, 12).791. 4.

Se alguém negar que se devam batizar as crianças recém-nascidas, ainda mesmo quando nascidas de pais batizados; ou disse que devem ser batizadas, sim, para a remissão dos pecados, mas que nada trazem do pecado original de Adão que seja necessário expiar-se no lavacro da regeneração para conseguir a vida eterna, donde resulta que neles a forma do batismo não deve ser entendida como em remissão dos pecados – seja excomungado, porque não é de outro modo que se deve entender o que o Apóstolo: Por um só homem entrou o pecado no mundo e pelo pecado a morte e assim a morte passou a todos os homens naquele em que todos pecaram (Rom 5, 12), senão do modo que a Igreja Católica, espalhada por todo o mundo, sempre o entendeu; porquanto, em razão desta regra de fé, segundo a tradição dos Apóstolos, ainda as criancinhas que não puderam cometer nenhum pecado, também são verdadeiramente batizadas para a remissão dos pecados, a fim de ser nelas purificado pela regeneração o que contraíram pela geração, pois, se alguém não renascer da água e do Espírito Santo, não pode entrar no reino de Deus (Jó 3, 5).

Lutero e Calvino e o pecado original

Lutero e Calvino acreditaram firmemente no pecado original, e por isto se aderiram à necessidade do batismo infantil e sancionaram a necessidade deste sacramento. De fato, se o homem é culpado por natureza, é extremamente necessário que a criança seja batizada depois de nascer para que lave seu pecado e seja limpo de sua culpa de nascimento. Eles receberam esta doutrina de Agostinho, de quem também receberam a doutrina da predestinação.

Como se harmonizam a doutrina do pecado original e a predestinação?

Agostinho ensinou que Deus tinha predestinado a todos os homens, já para salvação ou perdição completa. Calvino e Lutero seguiram esse perfil teológico e construíram sua doutrina de justificação pela fé sobre o pressuposto da predestinação.

Existe uma dimensão racionalista entre a doutrina do pecado original e a predestinação:

“Quando Adão pecou, ele perdeu a capacidade de não pecar mais; por tanto, tudo o que lhe restou foi a habilidade de pecar. Qualquer decisão que ele fizesse era pecaminosa. Por isto Adão depois de seu pecado só pode pecar, e nós como membros de sua família só podemos pecar também.”

O teólogo protestante reformado suíço Heinrich Emil Brunner reagiu contra a doutrina do pecado original em seu livro A Doutrina cristã da Criação e a Redenção, pp. 98,99, 103, 109.

“Desta forma, a doutrina eclesiástica, a qual está inteiramente fundamentada na caída de Adão e na transferência do pecado às gerações sucessivas, segue um método que em nenhum sentido é bíblico. Ainda a passagem de Romanos 5.12, o qual parece ser uma exceção, e que tem sido considerado como o lócus classicus da teologia cristã desde o tempo de Agostinho, não pode ser considerado como um sustentador desta visão agostiniana, a qual foi seguida por todas as gerações sucessivas. Paulo em Romanos 5.12 não está tratando de explicar o que é o pecado, e em efeito, não há nada em Romanos capítulo 5 que descreva a natureza do pecado.

“A teoria do pecado original que tem sido a norma para a doutrina cristã com relação ao homem desde o tempo de Agostinho, é completamente estranha ao pensamento bíblico. Primeiro, porque todo o pecado deve compreender-se como um ato, a saber, uma ‘caída’, como uma ruptura ativa com o princípio divino, um distanciamento ativo da ordem divina (a lei)… O pecado é um ato – é o primeiro que devemos dizer com relação a ele.”

Somente Aqueles Que Pecam São Culpados

“Consoante a doutrina do pecado original, não apenas são culposos os desejos da carne, mas também todos os seres humanos em virtude do nascimento, por causa do pecado de Adão. Isso explica a prática do batismo infantil para livrar da maldição do pecado. Essa crença e prática são totalmente estranhas às Escrituras. Nem mesmo Rom. 5:12, o locus classicus (posição clássica) da doutrina do pecado original, afirma que todos os seres humanos são nascidos pecadores. Além disso, Paulo acrescenta que antes de Moisés, a humanidade não pecara “à semelhança da transgressão de Adão” (verso 14).

“A Escritura ensina que a culpa não é transmissível por hereditariedade. Apenas aquele que peca é culpado. “Não se farão morrer os pais pelos filhos, nem os filhos pelos pais; cada qual morrerá pelo seu próprio pecado.” (Deut. 24:16; II Reis 14:6). O profeta Ezequiel repete essa mesma lei nestes termos: “A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniqüidade do pai, nem o pai levará a iniqüidade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele.” (Eze. 18:20).

“Os católicos e muitos protestantes ensinam a doutrina do pecado original. Há muitos modos de entender essa doutrina, mas o conceito básico é que somos pecadores por nascimento, culpados simplesmente porque pertencemos à família humana como descendentes de Adão. Desse ponto de vista, se Jesus houvesse nascido com a mesma natureza pecaminosa como todos os outros homens, Ele seria um pecador, culpado por nascimento. Conseqüentemente, não poderia ser nosso Salvador.

Tendo adotado essa premissa, em harmonia com os teólogos evangélicos, os promotores da nova Cristologia adventista puderam apenas concluir que “Cristo tomou a natureza de Adão antes da queda”. A fim de ser o Salvador do mundo, Cristo tinha de possuir uma natureza sem pecado, a qual não teria se houvesse nascido com a natureza de Adão após a queda.

“Em razão de não haver base bíblica para a doutrina do pecado original, o adventismo tradicional a condenou ou simplesmente a ignorou. Ellen White, em todos os seus escritos, nunca a mencionou. Uma vez apenas ela usou a expressão “o pecado original” em relação ao pecado cometido por Adão no princípio. “Cada pecado cometido”, escreveu ela, “reaviva o eco do pecado original.” Hoje, alguns teólogos de outras confissões, do mesmo modo, consideram a doutrina do pecado original como estranha ao ensino bíblico.

A tese é: Se o homem é pecador por natureza, o “gérmen” de todas as práticas do pecado encontra-se essencialmente em sua constituição.

O pecado foi um ato da livre vontade do homem; uma escolha de seu livre arbítrio.

Adão cometeu um pecado pessoal, e assumiu uma culpa pessoal. Pecado é o ato de transgressão mental ou física. Culpa é a responsabilidade pelo ato cometido.

De acordo com Tomás de Aquino, “todos herdamos o pecado original.”

“Assim como, pela desobediência de um só homem, muitos foram constituídos pecadores, também pela obediência de um só, muitos serão constituídos justos” (Rom 5, 19). Em sua Summa Theologica, Tomás de Aquino vê na unidade originária de todos os homens com Adão o mais importante elemento para compreender o pecado original: “Todos os homens, nascidos de Adão, podem ser considerados como um único ser enquanto estão reunidos na natureza que receberam do progenitor” (Summa Theologica).

Nascemos todos no pecado, e a transmissão dá-se «por descendência, não por imitação» 


Concílio de Trento.

O pecado original e o batismo das crianças

A doutrina do pecado original está muito relacionado com o batismo das crianças. Orígenes explicou que “as crianças são batizadas para que assim sejam eliminadas as manchas do seu nascimento.”

O Concílio de Trento ensinou “expressamente que o batismo é administrado sempre para a remissão dos pecados; e nas crianças, que não têm culpa atual, para a remissão do pecado original.”

A imaculada concepção de Maria

Este dogma alega que Maria foi preservada de pecado original desde o momento de sua concepção até o final de sua vida.

O dogma oficial da imaculada conceição, conhecido como ineffabilis Deus, foi promulgado pelo Papa Pio IX em 8 de dezembro de 1854, por ocasião da Festa da Conceição. Na presença de mais de 200 cardeais, bispos e outros dignitários, Pio IX solenemente definiu e promulgou este dogma dizendo: “Nós declaramos, pronunciamos e definimos, que a doutrina que afirma que a Bendita Virgem Maria, do primeiro momento de sua concepção, por graça singular e privilégio do Todo-Poderoso Deus, e em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador da raça humana, foi preservada livre de qualquer mancha de pecado original, é uma doutrina revelada por Deus e, por essa razão, precisa ser firme e constantemente acreditada por todos os fiéis”. [31]

Como aconteceu a imaculada Conceição

Para entender a definição católica da imaculada conceição de Maria, é necessário explicar primeiro a visão católica dualística da natureza humana. A maioria dos protestantes acredita que todo ser humano nasce com um corpo mortal e uma alma imortal. Esta é a visão dualística platônica da natureza humana, contrária à visão holística bíblica.

De acordo com a visão dualística, na concepção um corpo é formado no útero da mãe como resultado da inseminação de um pai. No momento da concepção do corpo, uma alma é criada e infundida no corpo. Esse processo é chamado de animação, isto é, a implantação de uma anima (que é o termo latim para alma) no corpo. Cada alma é infundida no corpo com a mancha de pecado original. Sobre circunstâncias normais tal mancha é supostamente removida no batismo logo após o nascimento da criança.

No caso de Maria, no entanto, a mancha do pecado original não foi removida no batismo, mas foi excluída por completo de sua alma no momento da concepção. Em outras palavras, o corpo de Maria foi infundido com uma alma limpa sem a mancha de pecado original. Em adição, uma santidade especial foi concedida a ela de tal forma que excluiu do seu corpo a presença de todas as emoções, paixões e inclinações pecaminosas.

A imunidade de pecado original na alma, assim como a exclusão do pecado hereditário do corpo, foram dados a Maria no momento da concepção pelo mesmo Cristo que purifica os crentes do pecado pelo batismo. Deste modo, a concepção de Maria foi imaculada, porque ela estava eximida da presença de pecado original na sua alma, e de pecado hereditário no seu corpo. Este é o significado essencial do dogma católico da imaculada conceição.

Este dogma vai além de atribuir concepção sem pecado a Maria, por também reivindicar que ela viveu uma vida totalmente sem pecado. Como declarado no Catecismo da Igreja Católica, “a Mãe de Deus ‘a toda santa’ (Panagia) . . . [era] ‘imune de toda mancha de pecado, tendo sido plasmada pelo Espirito Santo, e formada como uma nova criatura’. Pela graça de Deus, Maria permaneceu pura de todo pecado pessoal ao longo de toda a sua vida.” Assim, de acordo com o ensinamento católico oficial, Maria foi concebida sem nenhum traço de pecado e permaneceu sem pecado durante sua vida inteira.

A visão holística bíblica da natureza humana remove a base da imaculada conceição de Maria, porque nega a noção de infusão da alma na concepção. Em lugar algum a Bíblia sugere que o pecado original é uma realidade biológica transmitida através da infusão da alma na concepção. Pecado original é uma condição moral básica de nossa natureza caída que influencia tudo em nós e sobre nós. “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rom 3:23). O dogma da Imaculada Conceição representa uma das muitas heresias que derivam da visão dualística da natureza humana.

PECADO E MATÉRIA

O gnosticismo

O Novo dicionário Da Bíblia o define nos seguintes termos: Termo derivado do vocábulo grego gnosis, “conhecimento”, e tradicionalmente aplicado a um conjunto de ensino herético que a igreja primitiva teve de enfrentar nos dois primeiros séculos de nossa era. O ponto central do ensino gnóstico é baseado no contraste dualista e que dizia que a matéria é inerentemente má, e o espírito, o que equivalente do lado oposto, era inerentemente bom. Logo, a base de seu ensino era que tudo o que é material é mau, e de igual forma tudo o que é espiritual é bom. Aqui contamos com o apoio de G. L. Borchert, que afirma o seguinte: “Os gnósticos, obviamente, usavam fontes como o dualismo platônico e o pensamento religioso oriental, incluindo idéias derivadas do cristianismo.”

Como consequência desse dualismo material / espiritual eles afirmavam a total separação de Deus de qualquer coisa que fosse material.

Quanto a isso J. D. Douglas afirma o seguinte: “A nota chave do gnosticismo era o conhecimento: a possessão de certos segredos que serviriam afinal para unir a alma com Deus.” Como consequência desse dualismo material / espiritual eles afirmavam a total separação de Deus de qualquer coisa que fosse material. A redenção era feita por através de seres intermediários. A alma do homem era uma fagulha da divindade presa no corpo. Então a redenção era a libertação dessa alma de seu cativeiro físico (o corpo) e sua absorção por sua fonte ulterior, Deus. Para isso temos o apoio de J. D. Douglas que diz o seguinte: “No gnosticismo a total separação entre Deus e a matéria (reputada conforme o dogma grego, inerentemente má) era ponto subentendido, e o drama da redenção se efetuava dentro de um complexo de seres intermediários.”

Toda a matéria existente é má em sua essência. Nosso corpo é material. Logo,nosso corpo é mau e seus desejos maus em sua essência devem ser suprimidos.

O mal tende a se auto-destruir. O nosso corpo é mau. Logo, nosso corpo tem a tendência de se auto-destruir.

Eles acreditavam que o espírito não se corrompe com o que é feito pelo corpo, assim como o ouro não perde sua pureza e essência quando mergulhado em lama.

Eles criam que o “espirito-Cristo” só veio e possui o corpo de Jesus de Nazaré (da mesma maneira que um demônio possui o corpo de uma pessoa) na ocasião de seu batismo, mas o espirito-Cristo não se encarnara realmente no homem Jesus de Nazaré, pois se assim acontecesse ele estaria aprisionado pela matéria, o princípio do mal. Já que Cristo não se encarnara, portanto não sofreu, nem morreu. Logo, não poderia ter realizado nenhum tipo de expiação.

A QUEDA DE ADÃO
A queda de Adão causou nele a propensão ao mal. Mudou sua natureza. Para ele agora era natural pecar, e fazer o bem lhe era antinatural.

“Quando Adão pecou, o homem ficou separado do centro prescrito pelo Céu. Um demônio tornou-se o poder central no mundo. Onde devia estar o trono de Deus, colocou Satanás o seu trono.” caminho a Cristo, p. 40.

“Quando transgrediram, entretanto, sua natureza deixou de ser santa. Tornaram-se ímpios, já que se haviam colocado ao lado do inimigo caído, fazendo exatamente aquilo que Deus lhes especificara não fizessem.” Cristo Triunfante, MM-2002, p. 28.

“Quando o homem transgrediu a lei divina, sua natureza se tornou má, e ele ficou em harmonia com Satanás, e não em desacordo Com ele.” O Grande Conflito, p.505.

“Seu amor por Eva era forte, e em extremo desencorajamento decidiu partilhar do seu destino. Ele tomou o fruto e comeu-o rapidamente.” PE, 148.

“O amor, a gratidão, a lealdade para com o Criador, tudo foi suplantado pelo amor para com Eva… Resolveu partilhar sua sorte; se ela devia morrer, com ela morreria ele… Nenhum sinal de morte aparecia nela, e ele se decidiu a afrontar as conseqüências. Tomou o fruto, e o Comeu rapidamente.” Patriarcas e Profetas, pp. 56 e 57.

Não herdamos o pecado- ato de Adão, nem sua culpa, nem sua condenação. Herdamos todas as propensões, todas as tendências, os desejos para pecar e as fragilidades de uma natureza humana pecaminosa. Deste modo a culpa e a condenação não vêem pela natureza decaída; porém quando decidimos rebelar-nos contra a luz vinda do céu, rejeitar o amoroso convite de perdão e salvação e transgredir voluntariamente a lei divina, então elegemos tomar a decisão de Adão e nos tornamos culpáveis do juízo e da condenação.

“Porque Deus enviou seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado; porquanto não crê no nome do Unigénito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.” João 3.17-19.

PECADO E CULPA

O que é que nos herdamos de Adão?

■ O judaísmo ensina que o pecado é um ato e não um estado do ser. Pecado é um ato, pois “cada um é tentado, quando atraído e engodado pelo seu próprio desejo. Depois, havendo concebido o desejo, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.” (Tiago 1:14 e 15).
■ A inclinação a fazer o mal. Gn. 8:21.
■ Incapacidade para escolher o bem em vez do mal (Salmo 37:27).
■ O Judaísmo defende que todo o Homem nasce sem pecado, pois a culpa de Adão não recai sobre os outros homens.
■ “O Homem é responsável pelo pecado porque é dotado de uma vontade livre (“behirah”); o pecado é um abuso e um mal uso da liberdade individual.
■ Pecado é violação da lei divina:
■ Os pecados pessoas não são transmitidos de uma pessoa ou de uma geração para outra. Cada pessoa comete seus próprios pecados e é responsável por eles. Os efeitos do pecado pessoal pode afetar outras pessoas ou a progénie, é nesse sentido que se consideram como sendo transmitidos.

Fonte: HAMARTIOLOGIA: por Prof. Julio N. Sandoya

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